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Geração Coca Cola x Geração Rivotril

Sabem quando alguém escreve aquilo que você gostaria de ter escrito? Estou me sentindo meio assim depois de ter lido o excelente artigo publicado no site da Revista Época. O texto, da jornalista Eliane Brum (link aquihttp://glo.bo/mUsr4a), fala sobre o relacionamento dos pais com os filhos. Intitulado “Meu filho, você não merece nada”, o texto traz o incentivo para uma reflexão que todos deveríamos nos obrigar a seguir, ainda mais quando pais (e eu sou mamãe). Protegemos tanto nossos filhos dos males do mundo que estamos criando pessoas que não sabem o que é viver e que a cada tapa da vida – e depois de mais velhos descobrimos que levamos muitos tabefes – desmoronam. Afinal, ensinamos a eles que tudo é fácil, resolvemos tudo por eles e damos a eles a falsa sensação de que a vida será uma eterna felicidade, quando na verdade as alegrias e as tristezas sempre andarão juntas.
Tenho andado muito por universidades, discutindo com jovens sobre as novas gerações, o avanço das tecnologias e, principalmente, a respeito das mudanças na sociedade. E o que tenho visto é uma geração ansiosa e, ao mesmo tempo, muito perspicaz. Não à toa eu batizei as gerações Y e Z (a que chega agora, depois da internet) de Geração Rivotril. Para quem não conhece, o Rivotril é um dos remédios mais vendidos do país e é prescrito principalmente para pessoas ansiosas/deprimidas. Pois os nossos jovens andam ansiosos, talvez pelo excesso de informação + alternativas de comunicação talvez pelo despreparo para encarar o mundo multitarefas.
Isso não é necessariamente ruim. Estamos lidando com uma geração de pessoas mais preparadas – mais rápidas, com maior capacidade de realizar múltiplas ações e com um conhecimento mais amplo (não necessariamente mais profundo). Eles não leem menos, leem mais coisas, só que menores. Dia desses, o grande Fábio Gandour, querido amigo de muitos anos que tem a tarefa (grata) de ser cientista-chefe da IBM Brasil, afirmou que essa geração lê apenas as manchetes (os tweets) e não se aprofunda no corpo dos textos. Eu ligeiramente discordei dele: o usuário de Twitter é, antes de qualquer coisa, um clicador. Não à toa os blogs e sites ganham mais movimento quando criam contas na rede de microposts.
Também não acho que as novas gerações se comportam de forma retraída, como muitos tendem a rotular. Eles são mais sociais, mas usam novas ferramentas para se comunicar – o que antes era a pracinha perto de casa ou o shopping center agora pode ser o mural do Facebook ou o Gtalk. A comunicação deles não é pior do que foi a nossa (de gerações anteriores, como a minha, X) – é apenas diferente.
O que me lembra uma conversa que tive com um taxista (adoro conversar com taxistas, povo que sabe das coisas). O senhor, uma simpatia só, era todo sorrisos porque descobriu que o filho era um “pegador”. E emendou, com orgulho: “ele fica no computador e do nada aparece com uma menina lá em casa para nos apresentar”. Disse a ele que a menina pode ser coleguinha de turma e ele, imediatamente me corrigiu: “não, moça, ele conhece as moças na internet e é muito mais seguro, a senhora sabe”.
O que o taxista queria dizer é que seu filho, de 17 anos, é um ser sociável em ambiente virtual, e que a timidez da dita vida real era compensada pela capacidade incrível de sedução que o rapaz demonstrava ter. Fiquei sorrindo: essa é nossa nova realidade, na qual o ambiente antes tido como alternativo (virtual) agora faz parte do cotidiano das famílias. E se bem usado e monitorado, como qualquer ambiente real, ele pode trazer boas compensações.
Meu filhote Gui, de três anos e três meses, segundo os especialistas faz parte da chamada Geração Z (da era Google, aquela que nasceu depois da popularização da internet e não apenas da comunicação digital, caso da Geração Y), mas eu costumo chamar esta geração de pequeninos de Geração Touchscreen. O nome é auto-explicativo – essa leva de crianças não consegue entender coisas como mouse ou desktops. Afinal, para que ter um empecilho entre homem e máquina se o dedo está ali à disposição para interagir?
Provavelmente, o Gui fará parte de uma geração que não terá paciência para responder e-mails e que vai entender que a comunicação direta (via SMS, Twitter, mural do Facebook mensagem no Facebook ou, quiçá, a telepatia) faz todo sentido, em vez do rebuscamento do “correio eletrônico”. Comunicar-se-á menos? Ora, claro que não! A comunicação continuará existindo, mas com a pressa e a instantaneidade que as novas gerações demandam. Eles não estão errados, nós é que temos de nos adaptar!
As novas gerações também têm uma noção diferente de hierarquia – como em terreno virtual as gerações, classes sociais e faixas etárias se misturam, eles não conseguirão se ajustar com perfeição à imagem do chefe tradicional, aquele que não conversa com subalternos e que com eles não se mistura. Para as novas gerações, só as funções são diferentes, não as pessoas. Ou seja, o sujeito é chefe ou porque tem mais idade ou porque tem um cargo diferente – não porque é melhor que ninguém. Num mundo perfeito deveria ser assim, não é? Na verdade, com a experiência a gente aprende a, como mãe dizia, “colocar o rabinho entre as pernas” e respeitar mais a maturidade alheia.
Essa nova geração é folgada mesmo, não dá para contestar. E aqui me lembro de um papo que tive com um especialista em Recursos Humanos. Disse ele que até a Geração X (quem tem mais de 33 anos), os candidatos a empregos perguntavam, durante uma entrevista, “o que eu posso fazer por essa empresa”? Agora, a pergunta é sempre “o que essa empresa tem a me oferecer”? Uma vez que domina as novas formas de comunicação, a Geração Rivotril acha que pode mais do que na verdade pode. São os novos rebeldes, assim como já fomos um dia…
A Geração Rivotril também é descuidada com sua própria segurança, ainda mais porque considera a internet como sua “segunda casa”. Diz o consagrado autor Don Tapscott (autor de “A hora da geração digital”) que essa geração não sabe o que está plantando para o seu futuro ao dividir tudo com todos – de um simples porre com os amigos a seus pensamentos mais íntimos, em um ambiente que está aberto à visitação pública. Dividem até telefone de casa e celular no mural do Facebook – aliás, entrem agora em seus perfis, cliquem em Editar amigos, depois em Contatos e vejam a quantidade de malucos que divulgam seus celulares. Por que essa maluquice, uma vez que ninguém anda com uma camiseta bordada com o celular no meio da rua? Insisto: a internet não é uma vida paralela nem assim deve ser tratada…
E vocês, amigos, o que acham dessas novas gerações? E vocês que são das novas gerações, conseguiram chegar até o final desse texto? Se sim, talvez o Rivotril ainda tenha de esperar um pouco 



O Modelo 4 P’S

Segundo Berman & Evans (1992), uma empresa, para ter sucesso, deve ter seus objetivos e  estratégias bem definidos e orientados para conquistar seu mercado alvo. Para tanto, é preciso conciliar as variáveis ambientais externas (segmentos de mercado, competição, tecnologia, ambiente macroeconômico e restrições legais), as quais são incontroláveis pela empresa, com os fatores do ambiente interno, os quais são variáveis controláveis pela empresa, surgindo, então, a estratégia varejista. A necessidade de remanejar as variáveis controláveis pela empresa remete ao conceito de composto de marketing.
Entendendo o composto como “as variáveis controláveis que uma empresa trabalha, de
forma a satisfazer um grupo visado”, McCarthy (1982:32) desenvolveu o modelo dos 4 P’s. Proposto em 1960, o esquema expressa a idéia de que um determinado produto é alvo de promoção, que informa ao consumidor sua disponibilidade em uma dada praça (ponto de vendas), a um preço determinado.
O produto é a ferramenta mais básica do composto de marketing, segundo Kotler (1998). Definido como a oferta tangível da empresa para o mercado, o produto inclui qualidade, design, características, marca e embalagem. Porém, quando se fala em produto, deve-se ater não só a um bem físico, mas, também, a um conjunto de serviços agregados a ele e a atributos relacionados à loja, para a criação da imagem desta. Porter (1986) coloca que a diferenciação do produto significa que as empresas estabelecidas têm sua marca identificada e um sentimento de lealdade desenvolvido em seus clientes, originados do esforço passado de publicidade, do serviço ao consumidor e das diferenças dos produtos.
A promoção, afirma Kotler (1998), inclui todas as atividades desempenhadas pela empresa para comunicar e promover seus produtos ao mercado alvo. O mix promocional é definido por Parente (2000) como um processo de comunicação entre varejista e consumidor com finalidades informativas e persuasivas, e é um dos elementos que o varejista utiliza não só para atrair os consumidores, mas, também, para motivá-los às compras.
Lewison (1997) ressalta que muitos consumidores não terão a iniciativa da compra por contra própria, a não ser que o varejista comunique a existência da loja, sua localização, os produtos à venda e os serviços oferecidos. Um varejista obtém uma boa imagem entre os seus consumidores por meio da combinação e da informação, de forma correta, de vários elementos: atributos gerais, mercadorias, preço, atributos físicos, serviços ao cliente e à comunidade, e as ferramentas de promoção (BERMAN; EVANS, 1992; SCHIMP, 2000).
A praça (ponto de vendas) influencia fortemente a atratividade da loja entre os consumidores e, portanto, é fator determinante do volume de vendas. A escolha do ponto de vendas impacta diretamente as estratégias do varejista a curto e longo prazo. Em curto prazo, a escolha do ponto de vendas afeta as decisões em relação ao mix de marketing (BERMAN; EVANS, 1992), o que implica o oferecimento de produtos e serviços e a maneira como será projetada a imagem da empresa (BORGES et al., 2003).
Em longo prazo, a escolha deve condizer com os objetivos existenciais e com o mercado consumidor ao qual se deseja atingir. Segundo Parente (2000), a localização, diferentemente das outras variáveis do composto de marketing, não pode ser facilmente alterada, e a sua escolha consiste em uma das mais críticas decisões para o varejista. Ao escolher uma localização, o varejista realiza investimentos fixos relevantes, cuja reversão é difícil e demorada quando comparada à dos outros fatores que compõem o mix mercadológico da empresa (ALMEIDA, 1997).
O preço, definido como a quantidade de dinheiro que os consumidores pagam pelo produto, é o único elemento do composto de marketing que gera receita. É, também, um dos mais flexíveis porque pode ser rapidamente modificado (KOTLER, 1998). Uma estratégia de preço eficiente não deve visar somente a questões direcionadas à obtenção de renda. A concepção do preço deve englobar fatores como a elasticidade da demanda, o valor e a credibilidade da marca, o comportamento dos concorrentes, as inovações, a agregação de valor por intermédio de serviços especializados, entre outros fatores, pois, dentre as variáveis controláveis pela empresa, o preço é, provavelmente, a de mais fácil comparação pelo consumidor no momento da compra.
É importante, também, ressaltar que Porter (1986) coloca que, na maioria das indústrias, as empresas são mutuamente dependentes, ou seja, os movimentos competitivos de uma firma têm efeitos notáveis em seu concorrente e podem, assim, incitar a retaliação ou os esforços para conter esses movimentos, sendo bastante provável que deixem toda a indústria em pior situação do ponto de vista da rentabilidade.
Oito tendências de marketing para seguir em 2011
Margarida Henriques

O marketing é um fator chave no sucesso empresarial. CollapseMadeira necessita “urgentemente” de liquidez 20/08/11
As marcas que melhor compreenderem e anteciparem as tendências de futuro, serão as primeiras a conquistar os consumidores.
A Science of the Time, empresa de tendências liderada por Carl Rohde e que é representada em Portugal pela Ayr Consulting, identificou as principais tendências que se vão fazer sentir ainda este ano e em 2011. Algumas resultam da crise, que acaba por ter forte impacto nos comportamentos dos consumidores - outras decorrem das novas tecnologias.
As empresas e marcas que as compreenderem e anteciparem, têm mais oportunidades para serem bem sucedidas e ultrapassar a concorrência. Seleccionámos as oito mais originais.
1. Realidade ampliada
É a tendência com maior potencial de crescimento em 2011. A tecnologia que simula imagens reais e interactivas, responde à necessidade de estar sempre ligado, em qualquer lugar e de obter e partilhar informação. O Google Earth e o Google Maps dão uma ajuda, uma vez que oferecem a possibilidade a cada um de se ver num mapa virtual.
2. Quero aterrar
Muitos passam o tempo a viajar e, os que não o fazem, sonham com isso. Ou seja, todos estão mais tempo "a voar". Por isso, voltar a pôr os pés na terra é cada vez mais importante, seja no retorno de uma longa viagem para fora da cidade, seja no simples retorno a casa depois de um dia de trabalho acelerado.
3. Raiva, desconfiança e decadência
Com a crise financeira surgiu uma consciência colectiva muito apurada, na qual convivem a raiva e a desconfiança. Gerou uma retracção nos hábitos de consumo e as pequenas indulgências passaram a ser vistas como luxos e, até decadentes. Estas escapadelas ao "reino da decadência" ajudam as pessoas a sentirem-se melhor. Têm tendência para aumentar em 2011.
4. ‘Relax' total
Na sociedade actual predomina o ‘stress' e as pessoas fazem tudo para manterem o emprego num clima de recessão que não se sabe quando acabará. Por isso, mais do que nunca são necessários momentos de relaxamento para esquecer tudo à volta e recarregar baterias.
5. Recessão saudável
As pessoas, marcas e empresas que souberem lidar com a crise e as suas consequências, e adoptarem uma atitude de resistência criativa, terão uma vida muito mais fácil em 2010 e 2011.
6. Mais conectividade, menos cabos
A permanente disponibilidade para estar presente nas redes sociais e partilhar a sua vida nelas em busca de pessoas com hábitos e gostos iguais é um dado adquirido. É uma tendência mundial com diversas formas para ser percebida. Da completa dependência da conexão até à ‘i-technology', em que cada um define as suas formas, tempos e conteúdos de conexão, a tecnologia impera - desde que seja sem fios.
7. O escritório é... em qualquer lugar
Cada vez mais, as pessoas estão ligadas e acessíveis 24 horas por dia, sete horas por semana. Por isso, nota-se a presença dos nómadas urbanos - aqueles que trabalham onde quer que estejam e não precisam de um escritório fixo. A cadeia de cafés Starbucks foi a primeira marca a perceber esta tendência e a oferecer espaços dedicados ao trabalho nas suas lojas, exactamente para servir esta característica dos "nómadas urbanos".
8. Compaixão sim, pena não
Todos os dias um número incontável de pessoas é vítima das maiores crueldades e as vozes dos que ficam são ultrapassadas pela frieza das estatísticas. Em 2011, o mundo vai precisar, não da piedade passiva ou da ignorância de antes - o mundo vai exigir atitudes de compaixão real que levam os consumidores a agir em prol de um mundo melhor.


Por João Guilherme Sabino Ometto
O que faz algumas empresas se tornarem ícones em seus segmentos e atraves
sarem décadas mantendo-se modernas e cada vez mais competitivas, enquanto outras sequer sobrevivem? A resposta para esta pergunta pode ser resumida em uma só palavra: inovação.
Inovar não tem a ver, necessariamente, com incremento tecnológico ou reformas nos sistemas de governança. Claro que tecnologia de ponta e administração moderna contribuem para a conquista e consolidação de bons resultados. Mas nada é mais relevante do que a criatividade e a coragem de se reinventar cotidianamente.
Uma empresa que não se conforma em apenas alimentar o mercado com os produtos ou serviços que um dia lhe abriram as portas do sucesso, mas ousa sair do lugar-comum e investir em novas ideias, nunca ficará obsoleta. Além de se adequar às novas tendências do mercado, ela será uma criadora de necessidades, de aspirações. O empresário inovador lança objetos de desejo, suscita novos interesses, desperta sonhos e faz o público sentir-se especial pelo simples fato de consumir seja o que ele produza. Enfim, esse empreendedor mexe com sentimentos e valores imponderáveis.
É isso que leva milhares de pessoas a formarem filas nas portas das lojas à espera da chegada de um determinadosmartphone — apesar de existirem smartphones de sobra, de diversos fabricantes! É o que motiva o público a enxergar certas marcas como sinônimos de qualidade, a fazer reservas de lançamentos com meses de antecedência e a adquirir os produtos da companhia “X” em detrimento de similares que podem até ser mais baratos e tão bons quanto, mas não possuem o mesmo charme, a mesma aura. Inovar não significa “inventar a roda”, mas reinventá-la de modo que pareça mais atraente, mais interessante e muito melhor do que na versão tradicional.
Quem apenas faz “mais do mesmo” pode até ter uma longa sobrevida no mercado e auferir ótimos lucros, mas jamais será “top”. Já aquele que inova tem muito mais capacidade de superar crises, porque é realmente especial e traz a competitividade em sua essência.
Porém, inovar demanda investimento, e se a experiência der errado, pode acarretar prejuízos. Quanto mais sólida a empresa, mais tranquilo é esse processo. Para o micro e pequeno empresariado brasileiro, que responde por 99% do total de companhias abertas no País e gera mais de 50% dos empregos formais, a inovação é crucial, mas o acesso a ela é bem difícil. Não que faltem boas ideias a esses empreendedores, que frequentemente se revelam ousados, criativos e cheios de jogo de cintura. O que falta é incentivo. Eles já arcam com fatores que prejudicam sua competitividade no contexto global — pesada carga tributária, dificuldade para obter financiamento, encargos trabalhistas excessivos, burocracia… Na hora de investir em algo novo, é normal que lhe falte fôlego.
Pelo bem da economia brasileira, que hoje encara o desafio de manter o ciclo virtuoso de crescimento sem pisar no acelerador da inflação, é imperioso apostar no fomento à inovação. Esse papel cabe ao governo, que poderá fazê-lo por meio de políticas públicas, e às universidades, instituições de pesquisa e entidades de classe, que podem e devem implantar programas específicos de incentivo. É o que têm feito, com bons dividendos, a Índia e a Coreia do Sul.
Seremos persistentes no alcance do objetivo de informar e capacitar os empresários sobre os instrumentos de apoio à inovação. Por outro lado, para que a meta de aumentar os investimentos privados em P&D seja alcançada, o Ministério da Ciência e Tecnologia, Finep , BNDES, CNPq e Fapesp — principais instituições de fomento — devem unir esforços para combater, em primeiro lugar, a desinformação, e, em seguida, simplificar o acesso aos recursos à inovação, em especial, para as empresas menores. Por fim, ampliar os programas de extensão tecnológica, incluindo o aprimoramento do Sibratec, também deve ser importante elemento dessa nova agenda. Não podemos correr o risco de permitir que o Brasil chegue em último nessa corrida. Afinal, como bem observou o ex-CEO da General Electric, Jack Welch, “a inovação é hoje uma questão de sobrevivência”.
* João Guilherme Sabino Ometto, engenheiro (EESC/USP), é vice-presidente do Grupo São Martinho, vice-presidente da FIESP e coordenador do Comitê de Mudanças Climáticas da entidade



Qual é a comunicação prioritária?!
Para os novos clientes ou para os atuais?!

Não é difícil ver filmes publicitários fantásticos, criativos, emotivos e tudo mais; em contrapartida, se pegarmos o telefone e ligarmos para o SAC ou 0800 em busca de informações ou para expressar descontentamento com produtos e serviços, certamente cairemos em decepção.
Mas por que as empresas preferem dar destaque à comunicação lúdica ao invés de tratar da resolução de problemas dos clientes num primeiro plano?
Seria muito simples responder que a razão é pura e simplesmente as vendas. No entanto, pensando do ponto de vista estratégico, não seria melhor conciliar a comunicação publicitária com a comunicação que efetivamente o cliente deseja receber quando precisa falar com a empresa?
A venda de Combos e promoções cada vez mais inebriantes tomam conta dos horários de TVs; o consumidor deixa-se seduzir e realiza a compra; tempos depois, na hora de obter uma informação importante ou fazer uma reclamação... ops, as coisas não são tão belas quanto foram vendidas, aí vem o estresse e a desilusão.
É certo que é fundamental ter filmes publicitários para promover às vendas, estimular o consumo, pois sem isso, a empresa não ira a lugar nenhum. Mas é preciso pensar adiante, ter uma política de comunicação que preserve as conquistas, afinal, cada cliente tem um custo relativamente alto para ser conquistado, então não seria justo deixá-lo escapar pelo ralo sem nenhum tipo de intervenção.
A comunicação tem se tornado cada vez mais importante para o mundo dos negócios devido à globalização, às múltiplas plataformas de interatividade, à pluralidade cultural. Por isso, é necessário estabelecer métricas e avaliações de qualidade comunicacional para satisfazer o consumidor naquilo que realmente é mais importante para ele, o que, em suma, garante sua fidelidade à empresa, produto ou serviço.
Dentro da política de comunicação corporativa é preciso manter o tripé: comunicação interna, comunicação publicitária e comunicação pós-vendas dentro do mesmo leque de atenção e atuação, para que estejam em conformidade e coerentes entre si, alinhando o discurso da empresa respaldado por cada ação.
A empresa que vende o Mundo de Alice através de filmes publicitários, mas na realidade entrega A Hora do Pesadelo, não merece que o consumidor tenha respeito por sua marca e muito menos seja um multiplicador de vendas. Portanto, cuidem da comunicação de maneira total para não colherem resultado apenas parcial.
Postado por Daniela Lima

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