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Instituto Coca-Cola



O Instituto Coca-Cola Brasil desenvolve metodologias, opera e apóia programas nas áreas de educação e meio ambiente com foco em geração de renda.
Na área de educação atua na capacitação de jovens, empregabilidade e prevenção da evasão escolar enquanto, na área de meio ambiente, desenvolve e apoia as cooperativas de reciclagem e também restauração florestal em bacias hidrográficas.

Em novembro de 2006, foi lançado o Prêmio Troféu Planeta, uma iniciativa do Instituto Coca-Cola Brasil para incentivar ações de gestão em responsabilidade social no Sistema Coca-Cola Brasil. Anualmente, o Instituto premia e divulga os melhores trabalhos nas áreas de educação e meio ambiente. Os principais objetivos do prêmio são alinhar os projetos regionais de responsabilidade social nas diversas regiões do país, consolidar ações sociais nas comunidades onde atuamos, melhorando a qualidade de vida da população local.
As edições do Troféu Planeta têm contado com uma forte adesão dos Fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil. Em 2009, a Sorocaba Refrescos foi a grande vencedora pelo case É possível separar o lixo em grandes proporções? O Fabricante vem desenvolvendo trabalhos de responsabilidade sócio-ambiental junto a seus colaboradores e à comunidade local, além de apoiar a Comarei - Cooperativa de Materiais Recicláveis de Itu. A partir desta parceria e por meio de incentivos e campanhas de conscientização ambiental, ele vem conseguindo mobilizar os mais de 600 Colaboradores da empresa a respeitarem a coleta seletiva no local de trabalho e também a implantarem-na em suas casas, além de ajudar a Comarei a ser uma referência no que diz respeito à transformação de resíduos em benefício para o meio ambiente e dignidade para os catadores cooperados que, cada vez mais, são reconhecidos por eles próprios e pela sociedade como importantes agentes ambientais.
Criado em 2007, o Troféu Planeta contou, em 2009, com 14 projetos inscritos por 13 Fabricantes.





Sr. McDonald's
Como Woods Staton, dono da operação da rede de fast-food na América Latina e Caribe, tirou a empresa da estagnação e vem batendo recordes de faturamento
Por Nicholas Vital, de Buenos Aires
Ouça um resumo da reportagem com Woods Staton, o homem responsável pelo crescui McDonald's a bater recordes de receita na América Latina
O argentino Woods Staton, 60 anos, entra na sede da Arcos Dourados, empresa que detém os direitos de exploração da marca McDonald’s na América Latina e Caribe, no subúrbio de Buenos Aires, e caminha lentamente sob os olhos de seus funcionários e de dezenas de jornalistas convidados para a entrevista coletiva anual da empresa. De repente, ele para. Conversa com um dos membros de sua equipe e, depois de um bate-papo rápido, se apressa para subir no palco do auditório onde apresentará os resultados da rede de fast-food.
Woods staton: "Temos aplicado em toda a América Latina a mesma disciplina que implantamos na Argentina"
Prestes a iniciar o discurso, abre um largo sorriso. E ele tem motivos de sobra para sorrir. Principal acionista e comandante da companhia, Staton levou o McDonald’s a um faturamento de US$ 3,6 bilhões em 2009, 2,9% a mais do que em 2008. Trata-se da maior receita já registrada desde 1967, data em que a empresa abriu seu primeiro restaurante na região.
No Brasil, principal mercado do McDonald’s na América Latina, não foi diferente: faturamento recorde de R$ 3,45 bilhões, um crescimento de 4,8%. Os recordes da maior cadeia de fast-food do mundo na região são um reflexo da gestão de Staton. E a receita para alcançar todos esses feitos em tão pouco tempo foi revelada com exclusividade à DINHEIRO: “Temos aplicado em outros mercados a mesma disciplina com a qual atuamos na operação Argentina”, disse Staton (leia entrevista).
Desde 2007, quando assumiu o comando do McDonald´s em toda a região (ele já era responsável pela operação argentina), Staton adotou práticas para reduzir os custos, aproveitou sinergias, voltou o foco para a logística e investiu na expansão do número de lojas. Na área de logística de distribuição, por exemplo, a mudança foi radical. Antes de sua entrada na companhia, os fornecedores estavam espalhados pelo País. Agora a operação é concentrada.

Em expansão: Rabach, presidente no Brasil (acima), comanda o investimento de US$ 50 milhões na abertura de novas lojas, o que garantirá o retorno para os investidores, como Armínio Fraga, da Gávea (abaixo).
O hambúrguer de carne utilizado em todo o Brasil é produzido pelo frigorífico Marfrig em uma planta construída ao lado da sede do grupo, em Alphaville, nos arredores de São Paulo. Isso fez a empresa ganhar agilidade e permitiu padronizar a qualidade do produto. Além disso, Staton investiu quase US$ 450 milhões na expansão da rede nos últimos três anos. Ela passou de 544 unidades para 577 lojas no Brasil. E vem mais por aí.
Armínio Fraga
Até o fim de 2010, a empresa pretende investir mais US$ 50 milhões na abertura de 100 novos restaurantes. Com maior poder de fogo, conseguiu renegociar preço com seus fornecedores, o que também contribuiu para a redução dos custos e o aumento das margens operacionais.
Staton é um homem cuja rotina é não ter rotina. O executivo passa a maior parte de seu tempo viajando pelos 19 países em que opera. Sua vida é agitada. É normal vê-lo acordar em Buenos Aires, onde vive com a mulher e os três filhos, passar o dia visitando suas lojas em São Paulo e depois embarcar para a Cidade do México para nova rodada de visitas no dia seguinte.
Para ele, acompanhar o negócio de perto é fundamental. Ele explica que os bons resultados podem ser atribuídos, em grande parte, às constantes conversas com seus clientes em diversos países. Delas, surgiram a ideia de criar um cardápio mais saudável, com saladas e frutas – ação que, de certa forma, transformou a imagem da rede de fast-food. “Foi uma mudança radical”, afirma José Lupoli Júnior, professor titular do departamento de marketing da Universidade de São Paulo (USP).

“A ampliação do cardápio, com a venda de, por exemplo, maçã, e a abertura dos McCafés foram muito importantes para a mudança de imagem da marca”, completa. Staton não tem dúvida de que essas iniciativas foram cruciais nos resultados operacionais da empresa, mas vai além: “A eficiência nos controles internos também ajudou.”
Parte fundamental nesse processo de controle, os executivos da Gávea Investimentos, a gestora de Armínio Fraga que possui 26% da Arcos Dourados, enxergam o McDonald’s como um dos seus melhores investimentos em termos de performance. “E vai continuar sendo por muito tempo”, diz Chris Meyn, sócio de Fraga e principal responsável pela área de private equity da Gávea.
“Woods é o grande responsável pelo sucesso. Ele administra uma operação complexa com grande transparência”, continua Meyn. Na última reunião do conselho de administração, Staton prometeu um crescimento de dois dígitos para este ano. A ideia seria deixar a casa pronta para abrir o capital no futuro. “Vamos fazer o IPO, mas não agora”, revela Staton.
A origem de Staton é um impressionante exemplo de diversidade. Com nome de americano, o empresário de nacionalidade argentina é, na realidade, nascido na Colômbia. Sua mãe é tcheca e o pai, brasileiro. Seu avô, um missionário americano, foi o fundador da Panamco, segunda maior engarrafadora da Coca-Cola no mundo, vendida para a Femsa por US$ 3,6 bilhões em 2003.
Está claro que dinheiro nunca foi um problema para ele. Mesmo assim, é visto por amigos próximos como um empreendedor à frente de seu tempo. E, para o próximo ciclo de investimentos, as atenções estão voltadas para o Brasil. A empresa quer estar preparada para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíadas de 2016 e para isso não deve economizar. “Estão previstos investimentos pesados para o País nos próximos anos”, revelou à DINHEIRO Marcelo Rabach, presidente do McDonald’s no Brasil.
Segundo o executivo, os megaeventos esportivos devem fazer com que a rede cresça em locais onde ainda patina, como o Rio de Janeiro e o Nordeste. “O Brasil vai ser o carro-chefe da companhia pelos próximos 20 anos”, reforça Staton, lembrando que o País hoje abriga pouco mais de 30% dos restaurantes, mas responde por metade do faturamento da rede na América Latina. Pelo retrospecto de Staton no comando do McDonald’s, é possível que alcance seu objetivo bem antes do previsto.
Pouco após anunciar os resultados operacionais de 2009, Woods Staton recebeu a reportagem de DINHEIRO para uma entrevista exclusiva. Acompanhe os principais trechos:

"Um dia abriremos o capital. Mas não será agora"
Os resultados anunciados estavam dentro do previsto?No caso do Brasil foram muito além do esperado, pois a crise não atingiu o País com tanta intensidade. Houve uma tensão no meio de 2009, por conta da crise global, mas no fim terminou tudo bem.
O sr. está no comando do McDonald’s na América Latina desde 2007. Quais foram as principais mudanças?
Temos aplicado em outros mercados a mesma disciplina que tínhamos na Argentina (onde ele é representante da marca há mais de 20 anos) e também no Brasil. Muitas das coisas boas, como sistemas e operações que temos hoje, saíram da Argentina e do Brasil. Temos aplicado essas práticas comprovadamente eficientes em todos os mercados.
Como os sócios da Gávea Investi-mentos participam da administração?
Eles são investidores e participam ativamente do conselho de administração. Obviamente não estão no dia a dia da operação, mas participam de decisões macroeconômicas. Eles estão envolvidos em muitos negócios no Brasil e, por isso, conhecem muito bem o mercado.
O sr. tem planos para abrir o capital da empresa?
No futuro vamos abrir o capital, mas não agora. Eu estou bem, os sócios estão contentes, então não é o momento. Mas nada impede uma abertura no futuro.
Fonte: Isto É Dinheiro




Facebook for Business:
o contra-ataque do Facebook ao Google






Com mais uma ofensiva da Google nas redes sociais, os seus concorrentes mais directos – leia-se Facebook – ficaram de sobreaviso para perceber o impacto e a adesão tanto de utilizadores individuais como de empresas.
No entanto, o aparente sucesso imediato do Google+ obrigou a cancelar as contas empresariais nesta nova rede social, com a empresa a clarificar que o seu público não são as empresas (mesmo se já existem formas de contornar as regras impostas).

Aproveitando esta decisão, o Facebook não perdeu tempo para reforçar a sua posição e os serviços que tem para oferecer às empresas, apresentando o Facebook for Business.
Sem trazer nada de novo, trata-se mais de uma reorganização do serviço em si, facilitando a tarefa das pequenas empresas que pretendem ter uma página própria na rede, dando a conhecer as melhores práticas e casos práticos de como as diversas alternativas propostas podem ajudar a melhor o desempenho e resultados das empresas. O relançamento do Facebook Stories, como forma de inspirar empresas através de casos bem sucedidos atingidos por outras empresas acaba por ser uma das mais interessantes novidades da nova área empresarial dentro da rede de Zuckerberg.
Contudo, o maior destaque a considerar é o Facebook reforçar a ideia de que está disponível para receber empresas e que fará o que puder para as encorajar a participarem. Conceitos como criar experiências sociais, construir ou dinamizar relações empresa-cliente ou amplificar efeitos de marketing que as redes sociais representam são enfatizados ao máximo com este serviço. Pretende-se igualmente apagar a ideia de que a criação de anúncios no Facebook é um processo complexo, que poderia afastar muitos anunciantes e empresas de meios.
Não deixa de ser curioso analisar como a guerra entre as duas empresas está tão animada. Há poucas semanas, o Facebook também reagiu prontamente ao anúncio da Google sobre o lançamento de uma nova aplicação de vídeo-chamada, ao apresentar uma colaboração com a Skype.
Se para muitos estas coincidências temporais não passam disso mesmo, outros analistas consideram que o Facebook está a tomar a sério a entrada em força do Google nas redes sociais, acelerando o desenvolvimento de novas aplicações e serviços, que procurem trazer inovação e novas utilidades, que aumentem a satisfação dos utilizadores, seja de que tipo forem.

Aguardam-se por isso novos desenvolvimentos, que à partida trarão mais benefícios aos utilizadores dos serviços de ambas as redes.



A Geração Y e suas escolhas estratégicas
A Geração Y, formada por jovens nascidos entre as décadas de 80 e 90, inteligentes e bem informados, familiarizados com a Internet, dominam com facilidade todas as tecnologias disponíveis. Para estes jovens, o mundo do trabalho será sempre um desafio, assim como o mundo da internet não tem limites.
Na busca de um projeto de vida, um significado para uma carreira profissional, estes jovens concentram seus esforços no desenvolvimento pessoal de novos projetos e novos desafios, pois compreende que o emprego atual é só uma estratégia para alcançar alguma coisa muito mais significativa que a carreira profissional.
Caminhando na direção de suas escolhas estratégicas, estão procurando o autodesenvolvimento, considerando cada erro que cometem, uma oportunidade de melhoria. No ambiente das empresas, estes jovens se transformam em intraempreendedores, colaboradores que transformam idéias em ações concretas. São criativos e inovadores, exploram novas oportunidades, e desenvolvem a capacidade de se relacionar com outras pessoas, sempre em busca da realização pessoal.
Os jovens da geração Y têm suas escolhas, preferem trabalhar em organizações que priorizam o estilo colaborativo, das redes sociais, conectados com as campanhas sociais e ambientais, que valorizam o trabalho coletivo, o respeito às diferenças, a justiça social e a oportunidade de educação para todos.
É preciso fazer escolhas estratégicas. Não é nada fácil fazer escolhas. Os caminhos e as escolhas são as prioridades para quem quer atingir os objetivos. Um bom caminho para estes jovens, é saber aproveitar toda esta capacidade de se relacionar através das redes sociais, ampliando suas conexões.
É preciso estabelecer uma missão pessoal, e definir um objetivo claro para sua vida. Este é o caminho. Tudo começa com as escolhas e pelo significado que damos a elas. Estabeleça metas e prazos coerentes com os objetivos. As metas possuem um papel importante em nossas vidas. Disciplina e Foco são duas questões relevantes na busca de informações, e na participação de grupos de discussão sobre as áreas e temas que estão em nossas prioridades.
As novas competências desenvolvidas pelos jovens intraempreendedores, servem como estratégias para o desenvolvimento pessoal e profissional. Primeiro, é preciso ter foco em resultados. É aquele que trabalha de forma proativa, desenvolve e executa planos para atingir objetivos organizacionais e resultados sustentáveis.
No papel de líder, busca melhorias por meio das pessoas, além de considerar a inovação e a mudança uma oportunidade de promover o desenvolvimento e a motivação da equipe. Questiona abertamente o status quo de forma contributiva. De estilo colaborativo, constrói alianças estratégias e networks, promovendo seus objetivos em alinhamento com os valores e as estratégias pessoais. Pensa além do momento presente, percebendo tendências que podem ter impacto nas atividades. Questiona, discute, considera sempre um novo cenário como uma oportunidade de tomar novas decisões. Desenvolve o espírito empreendedor e busca a flexibilidade de modelos estabelecidos, como alternativa para alcançar os resultados positivos.
Fonte Inovação Marketing




Social Marketing é a bola da vez
O que é e como deve ser aplicado este conceito na prática

Estamos na década do Social Marketing, sentenciou Silvio Meira (foto), pesquisador, professor titular do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco e um dos consultores especializados em estratégias de inovação mais respeitados do Brasil, durante a terceira edição do Fórum Inovação, Tecnologia e Marketing, realizado na última semana em São Paulo pela Arizona.
A era do Social Marketing envolve um mercado conduzido por pessoas e não mais pelas marcas. Pessoas estas que desejam relacionamento e conversa com outras pessoas, não com empresas. Um público que virou canal de informação e se organizou em comunidades virtuais.
Por isso, para as organizações, a era da Mobilidade, com o mundo nas mãos do consumidor, dará lugar à era da Programabilidade, uma vez que os meios digitais são passiveis de gerar negócio por meio da construção de plataformas interativas e de sistemas empresariais que dão excelência à operação.
Os consumidores, organizados em comunidades sobre temas variados, mas de interesse em comum, e até sobre marcas, desejam interatividade com as empresas desde que elas se humanizem e estejam dispostas a resolver os seus problemas.
"O Social Marketing é um Marketing mais matemático, desenvolvido a partir da avalanche de dados que existem no mundo de hoje", apontou Suresh Vittal, Vice-presidente da Forrester, empresa mundial de pesquisas e tendências com foco em Marketing.
A partir de agora, deve-se criar um departamento de Marketing mais voltado para a tecnologia da informação para integrar os processos de Marketing a fim de melhorá-los e mensurá-los. De acordo com Romek Jansen, sócio da consultoria MRMLogiq, que auxilia empresas a otimizar operações de Marketing, até 40% das iniciativas não servem a estratégia da companhia. Como resultado, em muitos países, o ciclo de vida de um produto não supera os seis meses.
Mudanças de paradigma
Segundo as premissas do Social Marketing, o Marketing eficiente não é mais aquele que “empurra” o produto e a comunicação.
O Marketing de hoje é o que “puxa” as pessoas ao produto e que dialoga com eles. “O consumidor não toma uma decisão de compra de forma linear”, afirma Suresh Vittal.
Por isso, é preciso criar uma imagem consistente da marca e os sistemas devem estar integrados. A realidade, no entanto, é que muitos projetos de CRM, ERP e Bi nas empresas simplesmente não conversam entre si. Isso significa ainda mais complexidade e não simplifica a gestão. É preciso redesenhar os processos. “Com isso economizaremos verba de Marketing. Se gastamos menos com a operação, podemos gastar mais com mídia”, diz Romek Jansen. É possível ainda estar presente nos múltiplos pontos de contato existentes com o consumidor hoje em dia com o objetivo de engajá-lo, outra premissa importante do Social Marketing.
A história da marca deve engajar o consumidor. As empresas devem conversar com as pessoas que desejam comprar seus produtos. “Elas devem pensar em como podem ajudar o consumidor”, explica Michael Moon (foto), CEO da Gistics, especialista em inovação nas mídias sociais. “É preciso engajar as pessoas antes de elas virarem consumidoras”. O modelo para gerar engajamento, de acordo com Barry Stamos, Líder Global de Estratégias em Mídias Emergentes e um dos Diretores da Acxiom, consultoria global de soluções em Marketing, é simples: conhecer o seu consumidor e personalizar a conversa com ele.
Mesmo o Social Marketing estando intimamente ligado aos dados e a sistemas de informações, dificilmente os problemas operacionais serão resolvidos no ambiente digital. “O problema é que a verba de Social está com o Marketing, que coloca e delega esta tarefa às agências”, constata Silvio Meira, em entrevista ao Mundo do Marketing. “A marca tem que ser verdadeira e fazer uma gestão social dentro da empresa toda. E isso começa com os funcionários. Só teremos clientes satisfeitos se tivermos colaboradores satisfeitos”, ressalta.
Fonte: Mundo do Marketing
Grupo de Comunicação propõe ao Governo Tarso criação de um Conselho e incentivo às mídias digitais
Rachel Duarte
Comunicação
Ainda com dificuldades para se estruturar nacionalmente, o Conselho de Comunicação Social é também um desafio dos estados brasileiros. Causador de divergências sobre o seu papel e importância, o órgão poderá existir a partir de 2011, na gestão do governador Tarso Genro (PT). Um grupo de profissionais da comunicação, entre futuros gestores da área no governo Tarso, representantes das universidades e ativistas da imprensa alternativa, debatem, de forma intensa nos últimos dias, a consolidãção de um documento com as propostas de políticas públicas para a comunicação no estado. Neste sábado, 20, o grupo realizou a última plenária e o documento deverá ser finalizado e entregue ao governador eleito até a próxima quarta-feira, 24.
As ideias do documento foram sugeridas por integrantes da blogosfera, das rádios comunitárias, da TVE e de demais organismos de imprensa que contribuíram de forma espontânea com o planejamento da futura Secretaria de Comunicação. Entre os principais temas, a criação do Conselho de Comunicação no estado abriu um debate que será proposto à sociedade, quando começar a gestão de Tarso. A jornalista e assessora de Tarso Genro no governo Lula, Vera Spolidoro, sugeriu o amplo debate como encaminhamento da plenária. A discussão sobre a melhor forma de instituir o conselho ocorrerá na câmara temática de comunicação, dentro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CDES.
Outro ponto consensual na reunião foi a necessidade da criação de um sistema público de comunicação, com fortalecimento das mídias públicas e a valorização de novos formatos e mídias. A expectativa do grupo com o futuro governo Tarso é de que aconteça a democratização da comunicação, uma equalização das aplicações de recursos para publicidade nos veículos de comunicação e a inclusão digital.
Os anseios do grupo vão ao encontro dos eixos norteadores da Secretaria de Comunicação do futuro governo. A proposta ainda será apresentada a Tarso foi sistematizada por uma comissão nomeada pelo grupo e trata de três campos: comunicação institucional, comunicação pública e inclusão digital.
“O exercício de uma política de comunicação nos marcos republicanos determina que se considere a evolução das mídias de massa e as tecnologias que permitem a abertura do campo da comunicação a novas mídias e às redes. Nesse cenário, nossa política de comunicação deve assumir-se como integrada, transversal e democrática. Projetada para dialogar e interagir com as novas dimensões econômicas, sociais, políticas e culturais da realidade, sua missão é dar visibilidade a ideias, valores e conceitos que sustentarão o governo da Unidade Popular” – diz o documento.
Governo 2.0
Redes sociais da internet
Uma nova demanda de comunicação na gestão pública são as mídias digitais, a internet e o conceito 2.0 – que é o batismo da comunicação do século 21. As possibilidades de mídias sociais e utilizações do universo web serão uma prioridade dentro do governo Tarso. Há previsão de projetos de comunicação digital, redes sociais, programas de fomento a meios e redes sociais digitais (sites,blogs,portais) e um setor para pesquisa e inovação nesta área.
Para o blogueiro e ativista das redes sociais na Agricultura Familiar, Lúcio Berdan, mais importante que inclusão digital por garantia de acesso a internet, a inclusão digital deve consistir em uma capacidade de elaborar conteúdo. “As possibilidades de comunicação nas redes tem repercussão mundial. A internet pode contribuir para o exercício da cidadania, a fiscalização do governo e para participação popular”, salienta.
Já a professora do curso de Relações Públicas da Ufrgs, Tânia Almeida, propõe a reflexão sobre a prática pessoal dos profissionais de comunicação dentro e fora do governo. “Precisamos provocar o pensamento para além das gavetas. Não podemos trabalhar como se a minha área fosse mais importante ou a mais certa. Publicidade, Relações Públicas, Jornalismo e mídias digitais têm que se integrar”, ressalta.

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