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Anderson Silva, Campeão Mundial de MMA







Anderson Silva, Campeão Mundial de MMA, declara seu amor pelo Mega BK™ Stacker - Burger King.
Mega BK™ Stacker - Burger King. Tão assustador que você afina.

Anderson Silva MMA World Champion loves the new Mega BK™ Stacker - Burger King

Nenhum sanduiche foi maltratado durante a filmagem desse clipe.
No hamburgers were harmed in the making of this video.



Erro de comunicação





Erro de Comunicação


Signo, significado e contexto.

A maior parte da sociedade, sobre tudo a sociedade ocidental, vive em um momento histórico onde se atribui quase tudo ao avanço tecnológico. Principalmente no universo da comunicação, onde as redes sociais imperam.

O vídeo Erro de Comunicação nos mostra que o contexto é o fundamento principal da comunicação, pois é ele  que da  significado aos signos da mensagem enviada. A tecnologia é apenas um dos canais por onde a mensagem se propaga.

Usando o vídeo para traduzir esse conceito:

01 – Contexto 01 – dois amigos em uma boate. Um, a que vamos chamar de João, esta na pista e envia pelo celular mensagem de vídeo ao amigo, que vamos chamar de Marcos.  João que Marcos uma paquera “virtual” com várias garotas que estão na pista.

02 – Contexto 02 – Marcos que esta no bar recebe mensagem de vídeo de João com várias garotas e responde fazendo  caras e bocas.

03 – Contexto 03 – Zézinho que esta na ponta inversa do bar, vê Marcos lhe fazendo caras e bocas, convidando-o para perto (obstáculo o impede de ver o celular), resolve aceitar o convite. Vai até Marcos  e o abraça.

04 – Contexto 04 – Marcos não entende atitude de Zézinho e se assusta com o bruta montes. João vê pelo celular  Zézinho abraçando Marcos e pensa que o amigo tem um “namorado”. Zézinho pensa que Marcos aceitou seu abraço, pois acredita que o mesmo o estava chamando.

Moral da história: O contexto é que definiu as interpretações. Quando você retira o contexto a mensagem pode ser interpretada de diversos pontos de vista que trarão consigo seus próprios significados. Quando retiramos uma mensagem de seu contextos ela fica aberta para ser resignifcada de acordo com o contexto que for enquadrada.

Portanto quando escolhemos um meio(canal) onde a mensagem será propagada precisamos adequá-la aos significados daquele contexto. Precisamos adequar os seus signos(linguagem) de forma que seus significados(interpretação) levem a mensagem pretendida.


Veja o vídeo abaixo no Youtube e acompanhe a inovação no contexto da publicidade digital. É um vídeo interativo muito interessante e hiláriante, onde você digita um termo-chave e o vídeo reproduz exatamente o que foi digitado.
No vídeo há a opção de atirar no urso e a de não atirar. Escolha uma das opões e veja o que acontece.

TEMPOS MODERNOS

A palavra "Clássico" carrega em si o conceito daquilo que é eterno, que possui uma série de características que o tornam imortal, entre o que poderíamos considerar como sendo básico em termos de apresentação num produto cultural que carrega esse "rótulo" estariam a linguagem (inovadora, elaborada, provocativa, sedimentada, que atinge a todos, que está sempre em dia mesmo muito depois de produzida), a forma (esteticamente renovadora, revolucionária, que fala e atinge todos os sentidos) e o conteúdo (idéias, conceitos, propostas, teses - todas a nos fazer pensar, refletir).

Um filme como "Tempos Modernos", de Charles Chaplin ( que por si só já pode ser considerado um clássico pois conseguiu ao longo de toda a sua produção realçar a linguagem, a estética, o formato e o conteúdo das produções cinematográficas, sendo considerado por muitos como um dos maiores, senão o principal, entre todos os cineastas do século XX) se ajusta como uma luva no conceito de clássico.

Há várias seqüências que são geniais desde o princípio do filme. Entretanto, as que ocorrem dentro das fábricas constituem-se em trechos antológicos, que se não estão, deveriam ser colocados entre os mais importantes e significativos da história do cinema mundial, como por exemplo, o trecho em que Carlitos (o personagem símbolo das criações de Chaplin) é engolido pelas engrenagens das máquinas da empresa onde trabalha como operário ou, numa etapa posterior da história, quando um mecânico (com o qual trabalha Carlitos) fica preso no meio do maquinário.


Há uma simbologia específica que permeia tais momentos do filme, como no caso da primeira seqüência descrita, representativa no sentido de apresentar a crítica chapliniana em relação a modernidade, a forma como estamos lidando com o avanço da tecnologia, o modo como estamos sendo integrados as engrenagens dentro de um sistema, como se fossemos também molas que complementam e articulam o movimento das máquinas e de todo processo produtivo. Críticas como essa renderam muitos problemas a Chaplin, que inclusive foi perseguido e obrigado a sair dos Estados Unidos durante um longo período de sua vida (os problemas dele com as autoridades norte-americanas aumentaram ainda mais depois do filme "O Grande Ditador", outra de suas obras-primas).
Na parte em que o mecânico fica retido entre rolos, parafusos e demais mecanismos que movimentam a fábrica, a ironia se dá por conta das atitudes de Carlitos no momento em que é acionado o apito que sinaliza a hora do almoço, mesmo diante da situação de dificuldade vivida por seu imediato superior, o operário vivido por Chaplin deixa de tentar auxiliá-lo em sua tentativa de sair da enrascada em que se encontra, pega sua marmita e começa a comer. As reclamações do mecânico-chefe são encaradas pelo operário como sendo provenientes da fome e da vontade de almoçar do mesmo! O que poderia ser considerado como mais um dos vários momentos cômicos do longa-metragem é mais uma crítica social, relacionada a sujeição do homem contemporâneo a escravidão do relógio, com seus horários todos pré-estabelecidos, com seu almoço ou seu jantar atrelados a determinados momentos específicos do dia, mesmo que em alguns dias, não estejamos com fome; com seu lazer estipulado para os finais de semana ou para as folgas alternadas das escalas e turnos estabelecidos pelas empresas; com suas férias tendo que ser vividas no prazo que for dado pelas companhias e assim vai, com os ponteiros oprimindo a espontaneidade e a criatividade dos homens.
No início do filme, quando um grande relógio nos mostra a hora da entrada dos operários na fábrica, os enquadramentos se deslocam rapidamente para um amontoado de homens apressados, dirigindo-se a seus empregos e, num rápido corte e edição, esses trabalhadores foram substituídos por ovelhas e carneiros, numa alusão ao fato de que estamos trafegando nesse mundo sem uma clara definição de nossos rumos, seguindo as orientações de "pastores" que não conhecemos em grande parte dos casos.

Em variados momentos, o filme nos apresenta possibilidades de refletir sobre situações relativas ao trabalho no mundo industrial e as relações entre patrões e empregados. Uma dessas situações apresentadas nos mostra Carlitos desempregado, vagando pelas ruas, próximo a uma esquina, quando um caminhão ao fazer a curva, deixa cair uma bandeira de segurança atrelada a carga (que supomos ser vermelha, tendo em vista a prática adotada em casos como o descrito). Imediatamente ele pega a bandeira e faz sinais para o caminhoneiro tentando avisá-lo da perda de tal objeto e começa a caminhar na direção do veículo, nesse exato instante, uma passeata de trabalhadores em greve vira a esquina e se locomove na mesma direção de Carlitos, que por ter em suas mãos uma bandeira vermelha e estar a frente dos demais, pode ser entendido como líder desse movimento de operários. Entra em cena a polícia que o acaba prendendo como responsável pela agitação.
Outros segmentos como o da máquina que alimenta os operários sem que eles tenham que parar de trabalhar, o período de trabalho de Carlitos numa loja de departamentos ou seu período de desemprego são ilustrativos das dificuldades do mundo capitalista industrializado e ainda nos permitem visualizar os sérios problemas acarretados pela Crise de 1929 na economia norte-americana e mundial.
Uma verdadeira aula de cinema que nos dá possibilidades de discutir situações do início do século XX que são extremamente atuais, como a crítica ao sistema vigente (que recentemente foi trabalhada no futurista e sombrio mega-sucesso "Matrix"), as relações entre os homens e a tecnologia, a questão do tempo numa sociedade que se move com extrema rapidez e a própria natureza humana (afinal de contas, o que estamos fazendo por aqui? Por que temos que nos mover com tanta pressa? O que realmente tem valor nessa nossa breve existência nesse planeta?).
Como não poderia deixar de ser, Chaplin nos faz rir e nos faz chorar, alimenta nossas emoções num vai-e-vem constante, como se estivéssemos numa autêntica montanha-russa (e das melhores), parece estar numa constante busca pelo nosso lado mais humano, parece estar tentando nos estimular a viver com maior intensidade essa nossa humanidade. Essencial.










Ficha Técnica

Tempos Modernos
(Modern Times)

País/Ano de produção: EUA, 1936
Duração/Gênero: 87 min., comédia
Distribuição: Continental Vídeo
Direção de Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin, Paulette Goddard, Tiny Sandford.



Pearl Jam - Do The Evolution   




Do The Evolution - Faça a Evolução
(Vedder/Gossard)
I'm ahead, I'm a man - Eu estou a frente, eu sou o homem
I'm the first mammal to wear pants, yeah - Eu sou o primeiro mamífero a usar calças, yeah
I'm at peace with my lust - Eu estou em paz com minha luxúria
I can kill 'cause in God I trust, yeah - Eu posso matar pois em Deus eu confio, yeah
It's evolution, baby - É a evolução, baby

I'm at peace, I'm the man - Eu estou em paz, eu sou o homem
Buying stocks on the day of the crash - Comprando ações no dia da quebra
On the loose, I'm a truck - Livremente, eu sou um caminhão
All the rolling hills, I'll flatten 'em out, yeah - Todas as colinas rolantes, eu irei aplanar todas elas, yeah
It's herd behavior, uh huh - É comportamento de rebanho, uh huh
It's evolution, baby - É a evolução baby

Admire me, admire my home - Me admire, admire meu lar
Admire my son, he's my clone - Admire meu filho, ele é meu clone
This land is mine, this land is free - Esta terra é minha, esta terra é livre
I'll do what I want but irresponsibly - Eu faço o que eu quiser, irresponsavelmente
It's evolution, baby - É a evolução, baby
I'm a thief, I'm a liar - Eu sou um ladrão, eu sou um mentiroso
There's my church, I sing in the choir - Esta é minha igreja, eu canto no coro
(hallelujah, hallelujah) - (Aleluia, Aleluia)

Admire me, admire my home - Me admire, admire meu lar
Admire my son, admire my clothes - Admire meu filho, admire minhas roupas
‘Cause we know, appetite for a nightly feast - Porque nós conhecemos, apetite por banquete noturno
Those ignorant Indians got nothin' on me - Esses índios ignorantes não tem nada a ver comigo
Nothin', why? - Nada, por que?
Because... it's evolution, baby! - Porque é a evolução, baby!

I am ahead, I am advanced - Eu estou a frente, eu sou avançado,
I am the first mammal to make plans, yeah - Eu sou o primeiro mamífero a fazer planos, yeah
I crawled the earth, but now I'm higher - Eu rastejei pela terra, mas agora eu estou alto
2010, watch it go to fire - 2010, assista isso ir para o fogo
It's evolution, baby - É a evolução, baby! (Fonte:
http://www.letras.mus.br/)

O vídeo acima, da música "Do The Evolution" da banda americana Pearl Jam, uma das poucas sobreviventes do movimento Grunge do início da Década de 1990, é um exemplo de clipe que em apenas uns 3 ou 4 minutos consegue passar uma mensagem crítica contundente.

O vídeo é um passeio pela formação da vida moderna, ou seja, que na sua plenitude transforma-se em uma guerra bizarra, contraditória e desconexa. Nesta viagem de imagens o que podemos ver é uma evolução, desde a guerra primitiva com homens das cavernas usando tacapes até a guerra moderna dos tanques e pilotos de aviões que não escolhem alvos, apenas seguem ordens de destruir àqueles que sequer conhecem.

A vida em escritórios e a escravidão impetrada pela informatização crescente também está presente na simbólica intrusão da máquina no homem e sua transformação em um tipo de zumbi ligado por fios "peer-to-peer" ou, aqui: "entranhas-a-entranhas", com a máquina. Também estão lá as taras, os abusos e todas aquelas distorções de conduta que já fazem parte do nosso dia-a-dia de tão frequentes nos jornais.

No fim, a explosão parece um tipo de limpeza e, à semelhança do dilúvio do Antigo Testamento, serve para limpar o mundo dos impuros... ou seja, toda a raça humana. Quem assistiu Akira, de Katsuhiro Otomo, irá notar grande semelhança na animação e temática das imagens, apesar da produção/direção estar a cargo de outros profissionais.

Ficha técnica (vídeo): Todd McFarlane, Kevin Altieri (diretores); Joe Pearson (produtor); Epoch Ink Animation (animação).


ANOTHER BRICK IN THE WALL
(PINK FLOYD) (1982) 



Another Brick In The Wall, Pt. 2
We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave us kids alone!
All in all you're just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall

"Wrong, Do it again!"
"Wrong, Do it again!"
"If you don't eat yer meat, you can't have any
pudding. How can you
have any pudding if you don't eat yer meat?"
"You! Yes, you behind the bikesheds, stand still
lady!"

Outro Tijolo no Muro (Pt. 2)
Nós não precisamos de nenhuma educação
Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento
Nenhum humor negro na sala de aula
Professores, deixem essas crianças em paz
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz
Em suma, é apenas um outro tijolo no muro
Em suma, você é apenas um outro tijolo no muro

Nós não precisamos de nenhuma educação
Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento
Nenhum humor negro na sala de aula
Professor, deixe essas crianças em paz
Ei! Professor! Deixe essas crianças em paz
Em suma, é apenas um outro tijolo no muro
Em suma, você é apenas um outro tijolo no muro

"Errado, faça de novo!"
"Errado, faça de novo!"
"Se você não comer carne, você não pode ter qualquer
pudim. Como você pode
ter pudim se você não comer carne? "
"Você! Sim, por trás da bikesheds, parado
senhora! "
A clássica canção “ Another brick in the Wall”, põe em discussão um dos alicerces da nossa sociedade: a educação. O clipe define a educação como uma alienação, representada nele pelas máscaras com botões nos rostos das crianças, fazendo com que as pessoas, ainda crianças, percam sua identidade própria e pensem como a sociedade ( representada pelo professor) quer que elas pensem.O sarcasmo e a violência que o professor trata os alunos em sala de aula são atribuídos aos problemas que eles ( professores) enfrentam em casa com suas esposas “ gordas e psicopatas”.No clipe o menino sonha em ver todos os alunos destruindo a sala, queimando a escola. Destruir a escola é uma atitude própria de quem não foi alienado pela educação e por isso é contra ela. A canção acabou se tornando um símbolo para as pessoas que não se acomodam com que vêem de errado e precisam se manifestar. Enquanto isso somos nada mais que outro tijolo do muro, no muro das vendas dos olhos , da falta de coragem, da ausência de liberdade. Na falta de amor. No muro da inexistência de sinceridade com nós mesmos e da falta de querer. Essa canção foi composta para criticar a educação inglesa da época, mas nós podemos ver uma intertextualidade em “ O Ateneu”, de Raul Pompéia. O menino Sérgio também sofreu todo tipo de opressões e no final destruiu o colégio do famigerado diretor Aristarco, como forma de vingança de seu opressor. Ambos retratam épocas diferentes, mas podemos notas uma temática semelhante.





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